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contos d´oeste

Aprendiz & Caminhante

contos d´oeste

06
Mar21

Pó de estrelas

contosdoeste

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Recebo com alegria o sabermo-nos 

estrelas.

Hélio e hidrogénio, num só corpo todo junto.

No céu límpido da noite, nessa hora em que as coisas importantes não escapam ao nosso coração aberto, somos parte dum mesmo sonho

 cheio de vida

alegre, corajoso, valente

 e isso basta-nos.

A maior prenda de amor pode ser talvez

uma simples fotografia lado a lado,

Ou sentir-se livres finalmente

num banquinho qualquer.

Quem sabe, um abraço

Ou ver no que isto dá

Se quisermos pode ser sempre,

pois afinal, quem decide,

no presente, é a vontade.

Antares pode parecer só uma estrela, mas ao contrário do deus da guerra 

são dois astros completos A e B que brilham tanto

que a sua luz nos cega,

ocultando ao olhar inexperiente

o amor que cada um por si carrega.

Quantas estrelas a brilhar que no céu se abraçam, 

E escrevem poemas ou textos cheios de amor.

Amar.

Não é a fim de contas esse o único verbo, o único tema, de todo e qualquer poema?

Quantos beijos e emoções que se entregam!

Amantes de olhos bem abertos, para todo o sempre presentes. Eternos enquanto o nosso caminho dure

Olham-se, imaginam, vivem o agora, tocam-se a pele em sonhos

e namoram.

Não pode haver maior amor do que se entender

por letras que se escrevem,

canções que nos invadem,

silêncios plenos de partilha.

Falar sem palavras é tudo quanto baste.

Nada que um olhar não diga tem

nos momentos certos

 verdadeira importância.

Não quero parar o ponteiro do relógio, nem voltar atrás.

Quero ver como avança

com plena consciência,

ouvir o som do relógio soar.

Tique-taque, tique-taque

a eternidade é olhar agora a força de qualquer coração.

Amor verdadeiro

 é como quisermos

E se tem de ser, 

 que seja agora

Por se não fosse suficiente, é fim de semana, por isso não há alarmes, nem acordar cedo,

nem pressas ou crianças e autocarros,  nem escolas ou trabalhos,

apenas nós.

Coração nunca pára,

e

o que tem de ser tem muita força.

Bum bum, bum bum,

lateja sangue limpo pelas artérias 

cheio de oxigénio, de vida,

primavera em flor.

Imagens que me invadem,

A flor da laranjeira

Óminhá...

lindarraiana.

Respiro fundo e o ar me traz tudo que eu preciso.

O cheiro do teu cabelo, a minha mão, os meus dedos pousados em ti que te aquecem a pele, que me aqueces os pés.

O silêncio preenche o meu ser e me abraça.

De conchinha, eu sei que o sono logo nos irá vencer

 e sinto um calor tão lindo no meu peito, nos joelhos, nas tuas coxas,

juntos na cama os dois,

calor, amor, candor, puro afecto de partilhar o leito que me invade...

Sou, estou,

em paz.

E isso é tudo que qualquer um

pode precisar.

Amor, amar,

Caminhar pelas águas

mar a refletir estrelas

flutuar no espaço

mergulhar também no teu corpo em sonhos.

Navegar 

Companheira,

nunca me fui,

só que agora sei quem sou.

Não tenhas medo de mim,

Somos estrelas livres a dançar no firmamento,

como nunca antes fizemos.

Deixa-me dizer apenas isto, recebe-o, saboreia-o, limpa-o de qualquer medo a derrapar, a perder o passo,

parar a dança

ou tropeçar: 

Para ti, para mim próprio,

sem qualquer medo

Talvez pela primeira vez

Cheio de orgulho e amor próprio

Sou pra mim, pra sempre, Peugeot 205 novinho em folha

Plenamente limpo de misérias e de lixos, consciente do motor

Mas deixa também aclarar a voz pra dizer quanto baste

eu,

ehem,

cof cof, ehem

É uma frase simples, sem grandes enfeites que diz tudo:

Eu se for para viajar,

num 205, contigo

Até aonde quisermos

Até onde nós nos atrevermos 

Talvez pela primeira vez

Aqui estou

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