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contos d´oeste

Aprendiz & Caminhante

contos d´oeste

17
Jul21

Coração

contosdoeste

corações.jpg

 

 

Filigrana delicada que o ourives trabalha

atravessando os mares, séculos, idades.

Entre as gemas dos seus dedos constrói

borboletas

Que a seguir lhe escapam

viajando  

para estantes onde ficam à tua espera.

Das mãos, saem arrecadas

Padrões elaborados

Brindes sempre apaixonados em formas musculadas que latejam.

Faz acontecer a magia,

Entregas, encomendas que escintilam cegadoras

de corações em cofres de cetim abertos.

O meu amor de algum dia

Imagens cegadoras

                                 que faíscam 

Como poesia que invade a tua mente

Enquanto mais uma peça se cria.

Havemos de ir a Viana

Apenas cem passos que separam duas formas de vida, dois milénios,

                          Corações de Viana

Santa Luzia & o Castro unidos por tesouros, Douro, Foz do Lima, Louro, Antas, Ouros,

presente antepassado,

Mouros.

Torques rijos de defesa, estatuto e proteção

transformados em exóticas explosões de luz, entrega e aberturas 

Flores que carregam a mais grande fantasia,

um sol a pendurar no peito 

e arrecadas laboriosas que pingem logo das orelhas...

 

Rabiscos árabes de ouro como renda fina, exuberante, gotejada em cada nó de lindas pérolas invisíveis com mensagens ocultas inscritas entre linhas.

Minúsculas pontas de alfinete que tal e como você e eu são pó de estrelas.

Mar e sol.

Imagens que constroem no teu peito a nu, luxuriante a mais bela das teias.

Amor de flor no peito

Espírito africano envolvido pelas nossas brumas, o mesmo mar a todos fascinara, e se mais terra ao norte houvesse, cá chegaram.

Miragens e longínquas esperanças,

À procura do sol, d'ouro, da pura poesia, do espírito que em sonhos visita a alma humana.

Ensejo,

Que tudo impregna criador 

exótico, árabe e galaico.

Desejo,

De união em carne viva, e de cantigas medievais de amor.

Poesia como nunca dantes vista, em naus trazidas por ventos do deserto que impregnaram velas de peito cheio, bibliotecas, paixões eternas, sonhos, ourivesaria

Engenho,

Misterioso com saudades de aromas africanos e italianos do Sical e Segafredo.

O meu amor de algum dia

E isto tudo que há por trás duma filigrana assim

Abraço, amor d'ouro aos mouros que vieram,

Sol estonteante,

Gratidão

Dádiva de língua excitante, com especiarias

Aromas doutras vidas...

Você e eu a ver o pôr-do-sol desde o areal

Lembranças doutra vida ou do futuro,

A tua mão na minha.

 Latejo emocionado.

Aroma da tua pele sob o metal vibrante,

Presente como nunca

                 Coração

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